martes, 27 de mayo de 2008

CORPUS CHRISTI DE VALENCIA



Quando cheguei a Valência, o que mais me chamou a atenção, foram aqueles acontecimentos cívicos, tanto sociais como religiosos, que de algum modo em serviriam para conhecer melhor a esta terra e a idiossincrasia das suas gentes.

Como cheguei num dia de FALLAS, ao descer do comboio cheirava a pólvora, e reinava um ambiente de festa, ao que me aderi imediatamente.
Meses mais tarde falaram-me da procissão do "Corpus" e, obviamente, assimilei-os com certa inquietude. Pude-o satisfazer plenamente numa quinta-feira de sol esplendorosa. Então havia um dito que dizia "hay tres jueves en el año que relucen más que el sol, Jueves Santo, Corpus Christi y el día de la Ascensión". Com as reformas a que foi submetida a liturgia, "el jueves del Corpus", agora celebra-se no domingo seguinte: domingo da sexagésima (60 dias) da Páscoa Florida.




Há mais de seis séculos que Valência comemora a festa do Corpus Christi, com una procissão que percorre as ruas mais importantes da cidade. É uma amostra teatralizada da historia da salvação, algo muito vinculado a uma povoação tão mediterrânea. Existe una grande variedade de símbolos que desfilam num alarde de respeito, e com grande fervor popular.

Tem inicio com um sonoro volteio dos sinos da catedral, situados na Torre "El Miguelete".

Às doze do meio-dia, na Catedral, "Seo", celebra-se uma missa solene presidida pelo Cardeal da cidade, "en el Cabildo de la Seo"




Nos arredores do "Palau de la Generalitat", la música de "tabal i dolçaina" convida a que se possa presenciar o desfile da "cabalgata del Convit". O "Capellá de les Roques" convida ao povo para a participação na procissão da tarde.




O colorido é dado pelos grupos de danças regionais; "la dels Caballets, els Arquets, el Pastorets", que representa a virtude contra os sete pecados capitais, e sobre tudo "la danza de la Moma", este tipo de dança só pode ser interpretado por homens, por isso a noiva é um homem vestido totalmente de branco.




O fecho do cortejo é feito pelos guardas de "Herodes", que assustam ao público ao mesmo tempo que lhe oferecem rebuçados.










A procissão da tarde tem como atracção primaria o desfile das "rocas", os carros de "murta", e as danças que marcam o inicio da procissão principal; na que desfilam uns quatrocentos personagens bíblicos, integrantes da Associação Amigos do Corpus e, sobre tudo, a grande beleza da Custodia da Catedral; cujo desfile protagoniza um dos maiores espectáculos, uma chuva de pétalas no seu passo pelas ruas do centro histórico de Valência.








A Custodia também é conhecida como a dos "los Pobres", em memória dos valencianos que mesmo em tempos difíceis, com as suas doações, fizeram possível a realização desta jóia de ouro e pedras preciosas.





A maior documentaciõn que se puede encontrar sobre estos festejos tão enraizadsos no poco valenciano pode ser proporcionado pela Asociación Amics del Corpus de Valencia


7 comentarios:

poetaeusou . . . dijo...

*
boas valencias,
de
valencia,
,
Meu Senhor Jesus Cristo,
Ofereço - Vos o meu dia inteiro,
O meu trabalho,
As minhas lutas,
As minhas alegrias e as minhas penas.
.
conchinhas,
em cristo-homem
,
*

Duarte dijo...

Agradeço a tua passagem por aqui, já que pelos amigos de Portugal é frequente.

Conchinhas valencianas

Juani lopes dijo...

deberias poner en este blog, todas las entradas de la ciudad y las ciencias juntas
saluditos

Duarte dijo...

Aceptada la sugerencia.

Jaque Rodrigues dijo...

Olá... (Duarte!)

rsrsrs...

Vc adorou questionar minhas verdades

rsrsrs...

Gostei disso.

E gostei também do seu blog.

Beijos e até a próxima.

Deusa Odoya dijo...

Oi meu novo amigo.

Que lindo as imagens , da festa de Corpus Christis de valencia.
adorei a festa e o seu blog.
Através dele pude viajar e curtir essa festa religiosa.
estás de parabéns amigo.
Obrigado por essa linda apresentação.
Voltarei sempre da sua amiga, muita paz e bos semana.

Regina Coeli.

Te aguardo no meu cantinho.

Vieira Calado dijo...

As cerimónias religiosas, em Espanha, são impressionantes.
A única a que assisti, foi há largos anos, em Ayamonte.
Um abraço